Reconhecer e nomear emoções

O que é

Antes de regular uma emoção, é preciso reconhecê-la e nomeá-la. Essa habilidade, denominada de alfabetização emocional, é a base de tudo o que vem depois: empatia, autorregulação, resolução de conflitos. Muitas crianças chegam ao consultório sabendo apenas "estou bem" ou "estou mal", sem discriminar raiva de frustração, medo de ansiedade, tristeza de tédio. Sem o nome, a emoção fica difusa e tende a transbordar em comportamento (bater, chorar, fugir) em vez de virar informação utilizável. Nomear dá à criança um mapa do próprio mundo interno.

Como identificar

  • Usa poucas palavras para descrever o que sente ("bem", "mal", "normal")
  • Expressa emoções pelo corpo ou pela ação, não pela fala
  • Confunde estados internos parecidos (fome com raiva, cansaço com tristeza)
  • Tem dificuldade de dizer por que está chateada ou o que a incomodou
  • Não reconhece emoções nos outros (expressões faciais, tom de voz)
  • Fica sobrecarregada por emoções intensas sem conseguir explicá-las

O que trabalhar

  • Ampliar o vocabulário emocional além das quatro emoções básicas, incluindo nuances
  • Emparelhar expressões faciais com nomes de emoções, de forma lúdica e repetida
  • Ajudar a criança a perceber os sinais corporais de cada emoção
  • Introduzir a ideia de intensidade (a raiva pode ser pequena ou enorme)
  • Criar rituais diários de checagem emocional ("que emoção é essa hoje?")
  • Ensinar a ler emoções nos outros, base para a empatia

Recursos para trabalhar isso

Em breve, novos recursos por aqui.

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